Crise COVID-19: doe alimentos básicos e produtos de higiene

Em resposta às demandas sociais causadas pela pandemia da COVID-19, o Sesc vem desenvolvendo uma série de ações com o intuito de amenizar os efeitos da crise do novo coronavírus.

Uma das frentes mais importantes dessa ação é a intensificação do trabalho do Mesa Brasil, um programa de combate à fome e ao desperdício de alimentos que há mais de 25 anos realiza o trabalho de conectar empresas doadoras e instituições sociais que prestam serviços gratuitos para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Atualmente, contamos com mais de mil empresas doadoras, que ao longo do ano, doam 5 mil toneladas de alimentos que chegam a quase 190 mil pessoas em cerca de 1200 instituições sociais localizadas em todo o estado de São Paulo. Porém, o momento exige que possamos estender essa ação para ainda mais pessoas.

Seja qual for o ramo de atuação, empresas podem fazer parte dessa rede de solidariedade, principalmente com a doação de:

– Cestas básicas;

– Produtos de higiene pessoal (creme dental, escova de dente, sabonete, desodorante, absorvente higiênico, papel higiênico, shampoo);

– Produtos de limpeza (sabão em pó, detergente, desinfetante, esponja);

– Alimentos básicos diversos (arroz, feijão, lentilha, leite, sardinha, carnes e embutidos curados sem refrigeração, enlatados e conservas, sal, açúcar, farinha de mandioca, fubá, molho de tomate, óleo); 

Os itens serão utilizados dentro das instituições sociais que permanecem em funcionamento (como abrigos para crianças e adolescentes, albergues e casas de longa permanência para idosos) e também poderão ser entregues às famílias assistidas pelas instituições que se encontram fechadas devido à quarentena.

Para doar, por favor, entre em contato com a equipe de gestão do programa pelo e-mail mesabrasil@sescsp.org.br

Atuando no combate à crise do coronavírus

Com mais de 25 anos de atuação no combate à fome e ao desperdício de alimentos, o Mesa Brasil Sesc São Paulo está atuando com força total para combater os efeitos da pandemia entre as populações mais vulneráveis. 

Além da distribuição de alimentos, o programa estendeu sua atuação para a coleta e entrega de itens de higiene pessoal e limpeza – essenciais para impedir a propagação do novo coronavírus. 

Novas empresas doadoras são mais que bem vindas nessa empreitada, somando esforços com mais de 1100 empresas cadastradas, entre supermercados, restaurantes, indústrias e distribuidores. Saiba como doar no site: sescmesabrasil.sescsp.org.br/oferecer

Dezenove unidades do Sesc no estado – na capital, interior e litoral – operam o Mesa Brasil. As equipes responsáveis pela coleta e entrega diária de alimentos foram especialmente treinadas para a prevenção da doença, com todas as informações e equipamentos necessários para evitar o contágio.

Solidariedade refrescante

A rede de lojas de gelatos Bacio di Latte completou um ano de colaboração com o Mesa Brasil. A parceria começou em março de 2018 e, já no primeiro ano, 3600 kg de gelato foram motivo de festa em instituições sociais localizadas na capital e grande São Paulo.

Mas o que é gelato?

Gelato significa sorvete em italiano. Mais do que uma diferença de idioma, os gelatos autênticos preservam a maneira tradicional da produção da sobremesa. São produtos de qualidade que, por meio da ponte realizada pelo Mesa Brasil, chegam a crianças, adultos e idosos em situação de vulnerabilidade social.

A finalidade dada aos alimentos pelo programa foi um dos motivos que levou a empresa a se tornar colaboradora, uma vez que a responsabilidade social é uma das diretrizes do trabalho da rede: “A Bacio se preocupa muito com a qualidade dos seus ingredientes, a experiência do consumidor em suas lojas e a responsabilidade que temos na sociedade em que estamos inseridos. Isso implica em buscar fornecedores que trabalhem de forma justa e que, assim como nós, acreditem no trabalho artesanal e desenvolvimento local”, conta Fabio Medeiros, que atua na área de marketing da empresa.

Neste ano, a parceria que começou no estado de São Paulo foi ampliada para as cidades de Belo Horizonte, Brasília, Recife e Rio de Janeiro. Somente nos primeiros quatro meses de 2019 a empresa doou 5 toneladas de sorvete.

“O trabalho feito pelo Mesa Brasil tem atendido satisfatoriamente a Bacio pois, além do propósito, é bem descomplicado e a logística de coleta nacional tem se mostrado muito eficiente para garantir que os produtos consigam ser resgatados dentro da validade e o consumidor final das doações receba a tempo”, conta Fabio. 

Existe uma preocupação em evitar grandes desperdícios nas lojas da Bacio, entretanto ele acaba sendo inevitável, já que todos os meses são criados três sabores que são vendidos por tempo limitado. Nos últimos meses, os sabores quindim, queijo minas e banana estiveram disponíveis na rede e o destino de tudo o que restou em estoque foi o Mesa Brasil. As misturas para preparo destes sabores foram processadas nas máquinas da empresa especialmente para a doação.

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Gelatos sendo preparados para doação.

Pronto

Tudo pronto para!

Além do gelato pronto, também acontecem doações de insumos, como coco ralado, chocolate granulado e doce de leite, ingredientes que são trabalhados com muito carinho e criatividade pelas cozinheiras e cozinheiros das instituições sociais.

De acordo com Fabio, o Mesa se tornou um parceiro acima de tudo estratégico para a empresa, ajudando a direcionar as doações para as pessoas que precisam. “O destino correto destes insumos também ajuda a motivar os funcionários da empresa que valorizam as ações e destino dos produtos”.

Servido

Já servidos na Associação Amigos da Criança, de Campinas

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Páscoa com chocolate e espírito esportivo

A páscoa teve sabor mais doce para as crianças atendidas por 19 instituições sociais localizadas em todo o estado. A Mondelez destinou 2508 ovos de chocolate Lacta para doação ao Mesa Brasil.

Este é o segundo ano em que a ação é realizada. Em 2018, foram beneficiadas instituições da capital e grande São Paulo. Desta vez, a ação chegou também até algumas cidades do interior, contemplando Taubaté, São José dos Campos, Piracicaba, Campinas, Santo André, Osasco, Itaquera, Interlagos, Campo Limpo, Carmo, Ipiranga, Santos, Bauru e Sorocaba.

As entregas aconteceram na semana anterior à páscoa e contaram com participações muito especiais: a presença de dois jogadores profissionais de futebol.

Willian Bigode, que atua no palmeiras, visitou a instituição IASE, que fica na região atendida pelo Sesc Carmo. Por lá, foram entregues 188 ovos, muitos abraços e palavras de incentivo. Já Moisés, que também faz parte da equipe alviverde, foi até à instituição CCA Adolescer, na região do Sesc Ipiranga, onde foram entregues 60 ovos de páscoa.

Sem espaço para rivalidades, os encontros foram marcados pela gratidão demonstrada pelas crianças e pelos jogadores, que compartilharam imagens do momento em suas redes sociais.

 

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Veja aqui algumas imagens registradas durante as entregas.

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Foto: Mirella Ghiraldi

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Foto: Fabi Murgel

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Foto: Fabi Murgel

A arte de contar histórias

Era uma vez um grupo de pessoas que fez uma viagem fantástica ao mundo das histórias…  Tudo aconteceu em uma atividade realizada pelo Mesa Brasil em Sorocaba. Educadores das instituições sociais atendidas pelo programa foram convidados a conhecer e expandir o conceito da Arte de Contar Histórias.

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O curso foi conduzida por Monisa Maciel, que é pedagoda e atua como contadora de histórias há 20 anos. Segundo a profissional, uma história bem contada proporciona momentos de acolhida, que podem ter até efeitos terapêuticos. E pra quem acha que as histórias são exclusivas para crianças pequenas, Monisa afirma: elas tem valor para quem tem de zero a cem anos.

A psicóloga Carolina, que trabalha com ex-moradores de rua na instituição ACAP, participou pela primeira vez de uma capacitação do Mesa Brasil. Ela conta que na instituição é feito um trabalho com oficinas de criatividade e que a contação histórias se encaixou perfeitamente nesta proposta. “O curso superou as nossas expectativas, por que além de ser muito dinâmico, ele é muito humano, com um olhar muito gentil para as nossas necessidades emocionais e também pra nossa criança interior. Como eu trabalho pra um público adulto,  pra mim também fez muito sentido e eu acredito que também vai fazer pra eles, por que as histórias não morrem”.

 

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Bruna Moraes atua projeto Buscando a Paz, que recebe crianças de 4 a 10 anos em situações de vulnerabilidade social. Ela conta que no projeto já é feito um trabalho básico de contação com as crianças e que a participação no curso abriu os horizontes da equipe para novas possiblidades. “A gente começou a trabalhar com os materiais, com tecido… Coisas muito legais. Ficamos cheios de ideias”, conta.

No último dia do encontro, a atividade propunha justamente a criação de objetos para ajudar a contar as histórias. Através da modelagem, os participantes puderam experimentar uma outra forma de expressão que deixa as narrativas ainda mais mágicas.

 

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Pra finalizar o curso, o recado de Monisa é claro: “Contem histórias, compartilhem histórias. Contar histórias vai além de aprendizado, é um momento de afeto, de carinho. Nós precisamos ter essa divulgação cultural, esse olhar para as crianças, contar histórias é uma necessidade e um momento de amor”.

 

Fotos e entrevista: Lilian Ambar

Texto: Mariana Krauss 

Prato Cheio

Peras em formato de coração, cenouras com braços, chuchus siameses. Na feira do bairro ou no supermercado, será que você colocaria esses alimentos no seu carrinho? Para milhões de pessoas em todo o mundo a resposta é não. Por quê? Um dos fatores responsáveis pela rejeição diária de toneladas de frutas, legumes e até mesmo de hortaliças é o fato de elas não preencherem um padrão “de beleza”. Dessa forma, na engrenagem que move uma cadeia global de produção de alimentos, um terço das colheitas é perdido, enquanto 821 milhões de pessoas em todo o mundo vivem em estado de insegurança alimentar, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Num quadro em que não falta comida, como mudar essa realidade na qual o desperdício convive com a fome?

Para a coordenadora do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição da Universidade de Brasília (UnB), Elizabetta Recine, também professora do Departamento de Nutrição da mesma instituição, é necessário levar em consideração que esse problema não se restringe à etapa do consumo final. “Podemos dizer que a questão do desperdício de alimentos é uma questão estrutural de todo o sistema alimentar, que vai desde o processo de produção, colheita, transporte, armazenamento e comercialização até chegar ao consumo”, explica.

Somente quando o alimento está ao alcance de olhos e mãos do consumidor é que se pode analisar o que move sua escolha. Por trás disso, propagandas ainda apontam o que deve ou não ser levado à mesa, de acordo com a aparência. “Quanto mais nos livrarmos desses padrões que determinam a qualidade, menor desperdício teremos na etapa do consumo”, destaca a especialista, que participa de diversas redes e coletivos de organizações nacionais e internacionais da área, como a Associação Mundial de Nutrição em Saúde Pública.


Foto: Leila Fugii. 
 

Ação e reação

Entre algumas ações voltadas para o fim do desperdício de alimentos estão estruturas físicas e logísticas capazes de captar, receber e distribuir gratuitamente doações feitas pelos setores privado e público. Ingredientes essenciais para complementar a despensa de instituições sociais. Um exemplo que atende a essa proposta é o programa Mesa Brasil (leia o boxe Alimente esta ideia).

No Sesc Osasco, uma das 18 unidades onde o programa foi implantado, o trabalho de captação e de distribuição de alimentos começa às oito horas da manhã. Três caminhões, com dois integrantes cada um, realizam um itinerário que passa, em média, por sete empresas doadoras de alimentos para à tarde ser feita a entrega às instituições sociais cadastradas.

A nutricionista Carla Maran é quem coordena essa equipe, com bom humor e café da manhã reforçado para uma longa jornada (acompanhe o passo a passo desse itinerário nas imagens do boxe Hora a hora à mesa…). O roteiro chega até regiões mais afastadas, como o município de Cotia. “Dessa forma, pelo menos uma vez por semana, passamos por todas essas instituições. Isso equivale ao atendimento de 16.210 pessoas semanalmente, entre jovens, idosos e, principalmente, crianças”, detalha.

São frutas, legumes e verduras, mas também arroz, feijão, laticínios e outros itens que, muitas vezes, segundo Carla, nunca foram provados por quem é atendido pelo programa. “Teve criança que nunca tinha visto uma maçã, algo inacreditável. Da mesma forma, pessoas mais velhas experimentaram, pela primeira vez, um iogurte”, conta.

Bem antes desses alimentos serem remanejados e colocados no caminhão, cuja capacidade de armazenamento é de 1,2 tonelada, é feita uma triagem pela equipe do veículo sobre o que realmente está próprio para consumo. Todos os envolvidos são treinados para fazer esta seleção dos alimentos. “Quando checamos, devemos nos perguntar: eu comeria essa fruta? Também checamos prazo de validade, temperatura e outros pontos para levar apenas o que tem qualidade”, explica o motorista Gilberto Duarte Amorim.

Da mesma forma, o repositor de frios Josenilson Barbosa Rodrigues, do Atacadão Osasco, toma cuidado de checar item por item do que será doado. Para entender a importância dessa rede de combate ao desperdício de alimentos, ele participou de uma atividade de sensibilização organizada pelo Mesa Brasil no Sesc Osasco. “Sou o responsável por toda a triagem do setor de frios e tudo que separo tem que estar dentro do padrão. De um lado ajudamos pessoas a não passarem fome e, do outro, a empresa deixa de ter gastos com tambores de lixo”, constata.


Foto: Leila Fugii. 

Até o caroço  

Cursos e oficinas realizados pelo Mesa Brasil ensinam as formas corretas de armazenamento higiene e aproveitamento de todo o alimento doado. E tudo isso é reforçado no momento da entrega. Afinal de contas, “se eu tenho pouca habilidade e criatividade de olhar determinados alimentos e transformá-los em comida, a tendência é que eu também perca os alimentos que estão na minha geladeira e na minha despensa”, pondera a especialista Elizabetta Recine.

Por isso, há uma preocupação sobre o que vai parar no prato do café da manhã, almoço, lanche e jantar (leia boxe Tá servido?). “Muita gente não sabe o que fazer com alguns alimentos a não ser a mesma receita. Por isso, mostramos que há um valor nutricional e que também são saborosas outras partes de legumes e frutas que seriam desprezadas”, acrescenta Carla Maran. “Tanto que hoje, recebemos fotos das cozinheiras mostrando o prato que fizeram depois de aprenderem que dava para fazer um bolo com casca de banana.”

Por fim, os alimentos que não passaram pela triagem ganham outro destino. Frutas, legumes e verduras doados em grande quantidade são enviados ao Cecam – Centro de Captação e Armazenagem, e aqueles que já passaram do ponto vão para a organização não governamental Santuário dos Bichos, em Atibaia (SP). Alimentos que ainda podem ser consumidos por cachorros, patos, porcos e outros 400 animais de 15 espécies diferentes retirados de situação de maus-tratos e abrigados pela ONG. “Uma forma sustentável de fechar essa cadeia de ponta a ponta”, arremata Karen Leal da Silva, assistente da Gerência de Alimentação e Segurança Alimentar, responsável pelo Cecam.

 


Foto: Leila Fugii. 

Hora a hora à mesa…

Das 9h ao meio-dia 

Coleta de alimentos em duas empresas parceiras

Durante a parte da manhã, o caminhão Mesa Brasil sai do Sesc Osasco e coleta doações na Brasnica Frutas Tropicais e no Atacadão Osasco: são frutas, legumes, verduras, laticínios e embutidos.

Em cada local onde é recolhida a doação também é feita, na hora, a triagem: somente aquilo que estiver próprio para consumo será transportado.

De meio-dia às 14h30

Entrega dos produtos em duas instituições sociais

Na parte da tarde, é feita a entrega dos alimentos às instituições sociais Cristo Rei (80 crianças – de seis a 11 anos) e Assistência Vicentina Imaculada Conceição (50 idosos – de 60 a 100 anos): cada instituição recebe uma quantidade calculada com base em suas necessidades específicas.


Foto: Leila Fugii. 

 

Alimente esta ideia

Conhecer, ensinar, aprender e cozinhar são alguns dos pilares de programa que completa 25 anos de ações em combate à fome

Em 1994, o Sesc São Paulo dá início ao programa, na época denominado Mesa São Paulo, de combate à fome e ao desperdício de alimentos. Instalado primeiramente no Sesc Carmo, expandiu-se para outras unidades da cidade até conquistar engajamento nacional. Foi em 2003 que passou a atuar em 26 estados e no Distrito Federal, quando foi rebatizado como Mesa Brasil Sesc. “Funcionamos como um elo entre empresas parceiras e instituições sociais em situação de vulnerabilidade social, doando alimentos próprios para o consumo, com o objetivo de complementar as refeições servidas nas entidades cadastradas”, explica a nutricionista Karen Leal da Silva, coordenadora do Centro de Captação e armazenagem Mesa Brasil Sesc São Paulo.

Um trabalho que tem em vista o fomento da economia social. Conceito discutido principalmente nas últimas décadas, dada uma maior atuação de empresas e instituições em ações sem fins lucrativos e que visam à inclusão e ao desenvolvimento da sociedade. “O Mesa Brasil tem o reconhecimento da Global Foodbanking Network (GFN), organização voltada para a criação e fortalecimento de bancos de alimento em todo o mundo.

E hoje é considerado o maior programa social com foco em alimentação na América Latina”, acrescenta.

Neste ano, o Mesa Brasil Sesc São Paulo completa 25 anos com a implantação da 18ª unidade. Desde janeiro, o Sesc Ipiranga começou a atender 16 bairros da capital, entre eles, Campo Belo, Cambuci, Parque Bristol e Parque São Lucas. Para isso, assim como em outras unidades, foi feito um mapeamento da região, que identificou potenciais empresas doadoras e instituições sociais. No caso do Ipiranga, já são 13 doadores e 32 instituições que já eram atendidas por outras unidades da capital, mas que passaram a contar com uma melhor logística e frequência de coletas e entregas. 

4,9 milhões de kg de alimentos arrecadados

849 empresas doadoras

1.022 instituições atendidas

181.853 pessoas beneficiadas

Chegamos ao Sesc Ipiranga!

O dia 28 de janeiro marca o início da atuação da 18a base do Mesa Brasil no estado de São Paulo. A partir desta data, o Sesc Ipiranga passa a operar o programa, atuando em 16 bairros da capital.

Para viabilizar a implementação, desde outubro de 2018 foi realizado o mapeamento da região, buscando identificar oportunidades de parceria tanto com empresas doadoras quanto com instituições sociais. A partir deste estudo, o próximo passo foi apresentar o programa aos possíveis parceiros, contando com o apoio de um líder comunitário de Heliópolis, comunidade que faz parte da área de abrangência da nova unidade a operar o Mesa.

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Equipe reunida.

A região de atuação reúne os bairros taim Bibi, Moema e Campo Belo, Cambuci, Aclimação, Vila Mariana, Ipiranga, Sacomã, Cursino, Parque Bristol, Saúde, Vila Prudente, São João Clímaco, Vila Alpina, Parque São Lucas e Jabaquara.

Além de absorver 13 doadores e 32 instituições que já eram atendidas por outras unidades da capital, melhorando a logística e a frequência de coletas e entregas, a nova casa já conquistou 11 novas parcerias, incluindo feirantes que atuam na região, e 20 instituições sociais que passarão a receber o apoio na complementação das refeições. O programa inicia sua ação chegando a 6.500 pessoas.

Já no primeiro dia de ação, foram coletados e distribuídas mais de duas toneladas de alimentos, entre hortifrutis, café, peixes e frutos do mar congelados. 

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Caixas devidamente estreadas!

A expectativa é que com o início das operações, o número de empresas doadoras seja ampliado, pois a região conta com um grande número de comércios locais que tendem a ser alcançados com o desenvolvimento do programa.

Exercitando a empatia e a solidariedade

O Mesa Brasil é um programa feito por diversas mãos, construído de forma plural, envolvendo diversos atores sociais: colaboradores, doadores, nutricionistas, merendeiras e instituições.

Com o objetivo de aproximar profissionais de outras áreas de atuação do Sesc do trabalho realizado no Mesa Brasil, a equipe que opera o programa no Sesc Osasco propôs que os funcionários da unidade passassem um dia acompanhando os bastidores do programa.

Inicialmente, nos primeiros diálogos que antecederam essa experiência, ficou claro que haviam ideias diferentes do que é o Mesa Brasil e do papel que desempenha. Muitos dos funcionários conheciam as frentes de atuação, outros sabiam superficialmente do que se tratava, mas ao final da vivência esses olhares foram moldados pelo contato que tiveram em cada ponto de parada.

Vivenciar a rotina dos funcionários do Mesa Brasil do Sesc Osasco, passa pela experiência de conhecer cada etapa deste processo que começa cedo, geralmente às 8h da manhã.

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Estar com a equipe do Mesa Brasil foi um exercício prático de empatia e solidariedade, e exigiu de todos os participantes um olhar atento e apurado, para proporcionar o entendimento de que o trabalho realizado vai muito além do processo logístico, do contato com doadores; requer humanização, pois cada lugar têm sua própria realidade e através do contato com essas perspectivas os participantes deste desafio moldam sua ótica pessoal sobre o projeto.

O roteiro foi intenso: depois de visitar duas instituições, doadores, conversar com quem doa e com quem recebe, a visita foi finalizada com um bate-papo no Cecam (Centro de Captação e Armazenagem Mesa Brasil), um galpão enorme que concentra as doações feitas pela indústria.

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Passado um tempo, cada participante refletiu sobre essa experiência. Nos depoimentos abaixo, vocês conhecem a visão dos participantes:

‘Pra mim foi uma experiência unica, sempre acompanho o trabalho que é feito com as instituições atendidas. Estar um dia com eles, vivenciando o outro lado foi muito bom. É um trabalho de dedicação que expressa a empatia pela pessoa do outro, colaborando assim para o bem-estar de quem é assistido por essas instituições’
Silvana Farina, Orientadora de Público.

‘Todos os dias, toneladas de alimentos fora dos padrões de comercialização são descartados no lixo, mesmo estando em bom estado para consumo. Nessa realidade surge o Mesa Brasil, um projeto necessário para combater a fome e o desperdício, promovendo qualidade de vida  e inclusão, além de levar ações educativas para sociedade repensar sua relação com os alimentos’
Maria Luiza Tsoukas, Orientadora de Público.

‘A ideia de que pessoas não têm assegurado o direito ao alimento todos os dias sempre me incomodou, desde cedo. Saber que isso acontece, não por falta de alimento, mas por má distribuição, logística ou recursos econômicos me indignou.
Quando comecei a trabalhar no Sesc e tive as primeiras informações sobre o Mesa Brasil, tive uma grata surpresa de saber que a instituição engloba um conceito de cultura tão amplo, aonde comida e saúde alimentar têm tanto espaço quanto musica, teatro, cinema, esportes e lazer.

Ao realizar esse roteiro proposto brilhantemente pela Carla Maran, além de ofertar maiores conhecimentos sobre o que é o Programa, porque ele existe e qual o seu propósito, tive a percepção de que o acesso ao alimento nos humaniza e aquece as relações. Tanto na visita aos doadores, quanto nas instituições é nítido o carinho com que são recebidos os motoristas e auxiliares do Mesa Brasil, para além do alimento não desperdiçado, eles oferecem esperança às pessoas atendidas, e o sonho de um mundo mais justo e igualitário, aonde comer deixe de ser privilégio de poucos, mas direito de todos’
Khalfani Liu, Agente de Atendimento

Quer conhecer mais sobre os bastidores do Mesa Brasil? Vem com a gente! Assista ao vídeo e aproveite um pouquinho do passeio:

Receitas novas no ar

Em Bauru, o Mesa Brasil iniciou suas atividades em 2003 e, atualmente, conta com 64 parceiros doadores e 89 instituições sociais atendidas nas quais, semanalmente, são complementadas as refeições de 16.381 pessoas.

Neste ano e, com o propósito de valorizar o trabalho de profissionais que se dedicam, diariamente, no preparo de refeições, foi realizado o LAB de Receitas, projeto dirigido às cozinheiras das instituições cadastradas, que estimulou a criação de receitas inéditas, com aproveitamento integral de alimentos e a utilização de ingredientes inusitados.

O resultado?

Um livro de receitas exclusivo, a descoberta de novos saberes e sabores e o brilho nos olhos de quem está sempre atrás de um avental. Para além do paladar, a experiência alimentou outros sentidos, especialmente aquele que amplia o olhar e faz enxergar o outro, ressignificando valores, conceitos, contextos e relações humanas.

 

Faça o download do livro aqui 

 

Natal com mais sabor

A frota do Mesa Brasil já está circulando em 14 estados com uma carga especial natalina: o Chester Perdigão. Pelo terceiro ano consecutivo, uma parceria entre Sesc e a empresa detentora da marca possibilita a distribuição de 250 mil aves, que serão destinadas a famílias atendidas por instituições cadastradas no programa. 

Na campanha “Perdigão: Dê um Natal de Presente”, a cada ave comprada pelo consumidor, outra é doada para uma família. O Mesa Brasil é responsável pela logística de entrega e seleção das entidades, atendendo aos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Cerca de 2.500 instituições sociais cadastradas no Programa serão contempladas, em 500 municípios brasileiros.

Somente no estado de São Paulo estão sendo distribuídas mais de 40 mil Chesters que farão a diferença na mesa de milhares de pessoas. Veja algumas imagens da distribuição. 

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Sorocaba
Foto: Lilian Ambar

 

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Santo André

 

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Campo Limpo

 

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Bauru
Foto: Davison Alvares

 

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São José do Rio Preto
Foto: Ruy Barbosa Jr.

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Piracicaba
Foto: Camila Lovine

 

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Ribeirão Preto