Por mais cor e saúde

O amarelo da batata, o vermelho do tomate, o verde da alface, o laranja da abóbora: um prato colorido não é só mais bonito, mas também muito mais saudável. “As cores dos alimentos indicam a presença de uma variedade de vitaminas e minerais importantes para o funcionamento do nosso corpo”, explica a nutricionista e coordenadora estadual do Mesa Brasil, Luciana Curvello.

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Mas nem sempre é fácil trazer tanta diversidade para a refeição, não é? Seja pela correria do dia a dia, pela dificuldade de acesso aos hortifrutis frescos, ou até o preço dos alimentos. Se pensarmos na realidade das instituições sociais brasileiras, essa dificuldade fica ainda mais evidente. “As situações de insegurança alimentar que mais encontramos hoje no Brasil são a ‘fome oculta’ e a obesidade, causadas pela má alimentação. A fome oculta acontece quando as pessoas têm acesso a alimentos em quantidade suficiente, mas nutricionalmente pobres”, afirma Luciana.

Por isso, o programa faz um esforço diário de levar sempre frutas, verduras e legumes até as instituições, ajudando a colorir os pratos de crianças, adultos e idosos em creches, abrigos, casas de repouso e albergues que muitas vezes não conseguem oferecer a diversidade que gostariam com recursos próprios.  “O Mesa Brasil mudou muita coisa na nossa vida. Os meninos atendidos aprenderam a comer muitas verduras e legumes que nem conheciam”, conta a cozinheira Maria da Conceição dos Santos Alves, cozinheira do Centro dos Hemofílicos do Estado de São Paulo (Chesp).

Rúcula, rabanete, berinjela, acelga, alho poró, escarola e couve são alguns dos alimentos distribuídos. Com o Centro de Captação e Armazenagem (CECAM), o programa consegue ainda reunir grandes doações e distribuí-las entre as cidades atendidas. Em julho, toneladas de melão e melancia doados foram selecionados e levados até as instituições cadastradas nas 13 unidades do Mesa no estado.

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Uma parte dessas frutas chegou até o Hospital São Camilo, em Campos do Jordão, que atende pacientes do SUS em situação de vulnerabilidade social, para tratamento de tuberculose. “Muitas vezes não temos condições de comprar frutas diferentes, como as que vêm das doações. Aqui, eu faço a previsão de compras depois que recebemos o caminhão do Mesa. Assim, vejo o que já temos e posso destinar o recurso para comprar outros tipos de alimentos”, diz o nutricionista Denis Gonçalves.

Denis, aliás, tem uma relação de longa data com o Sesc – ainda durante a faculdade foi estagiário do Mesa Brasil em Taubaté. Ao se formar, começou a trabalhar no hospital e incentivou a parceria. Com as doações que começaram a chegar, ele colocou em prática os princípios do programa na cozinha da entidade: o combate ao desperdício e o aproveitamento integral dos alimentos. Com a entrecasca do melão e melancia, fizeram geleias. A casca também foi aproveitada para preparar cocadas e a polpa, congelada para virar suco. “Ter uma boa alimentação é importante para que os pacientes ganhem peso e, com repouso e medicamento adequado, possam recuperar a saúde”, diz.

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Sem desperdício; com criatividade

Ela viu o Mesa nascer, lá nos idos de 1994, quando o programa ainda se chamava Mesa São Paulo. “Eu já dava oficinas no Sesc Carmo e me convidaram para conhecer e participar do Mesa. No início, eram apenas cinco instituições sociais atendidas. Agora olha só: está presente no Brasil todo!”, conta Ana Maria D’Angelo, chef de cozinha e voluntária do Mesa Brasil há 22 anos.

Nesta semana, Ana passou pelo Sesc Carmo para falar sobre um tema que vem trabalhando ao longo de todos esses anos: o aproveitamento integral dos alimentos. Mais que uma aula de técnicas, ela trouxe dicas para inspirar o dia a dia na cozinha. “Não estou aqui para ensinar vocês a cozinhar. Isso vocês já sabem fazer bem. Quero passar a ideia do aproveitamento, da criatividade”, reforçou ao falar para as cozinheiras das instituições sociais cadastradas.

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Criatividade que é essencial ao receber as doações do Mesa Brasil, que variam de acordo com os alimentos coletados nas empresas a cada dia. Ao utilizar diferentes ingredientes e modos de preparo, aproveitando partes não convencionais dos alimentos, a alimentação torna-se mais diversificada, nutritiva e saborosa.

Durante a oficina, a chef preparou duas receitas presentes no livro Sabor sem Desperdício, lançado pelo Mesa neste ano. A primeira, o Refrigerante caseiro, trouxe uma alternativa mais saudável para a bebida industrializada, usando suco de cenoura, limão e cascas de laranja (veja  a receita completa aqui). O resíduo da cenoura batida transformou-se na base de um saboroso patê, que também pode aproveitar as ramas e a carcaça de peixe (confira a receita).

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Pratos

Outra alternativa mostrada para o aproveitamento da cenoura é o preparo de um pão, também preparado com as ramas, e que foi servido com o patê e o refrigerante, para a surpresa das cozinheiras: “Parece refrigerante de verdade!”; “Vou fazer esse pão na semana que vem!”; era o que se escutava no burburinho durante a degustação.

Para finalizar, ainda teve sobremesa: um pão de mel com aproveitamento integral da banana, cujo preparo foi exibido em vídeo (assista aqui). Ao final, as participantes pediram dicas, compartilharam suas experiências e a chef continuou a inspirar: “Usem o que tiverem na despensa, não precisa jogar nada fora! Com um pouco de farinha, o patê pode se transformar em farofa ou até em cuscuz. O peixe pode ser substituído por um frango assado que sobrou do dia ou outros legumes”, sugeriu. Para ela, o mais importante é evitar o desperdício, uma medida importante para as instituições e para o planeta como um todo. “Ao usar as cascas e talos, não estamos gerando lixo, além de trazer um maior rendimento para as receitas, que também ficam mais nutritivas”, reforçou.

Acompanhe a oficina em fotos:

 

(fotos: Cris Komesu)

Troca de saberes e sabores

O encontro de cozinheiras e cozinheiros das instituições cadastradas no Mesa Brasil Sesc Ribeirão Preto rendeu uma tarde de bate-papo, com direito a troca de receitas e experiências. Na ocasião, o grupo pode compartilhar as ideias que têm no dia a dia para aproveitar ao máximo os alimentos doados pelo Mesa Brasil.

Entre as preparações, estão receitas que trazem frutas com a casca, além de folhas ou talos de hortaliças convencionalmente não utilizadas. Além das receitas criadas, também aprenderam como fazer o Pão de Mel com Casca de Banana, do livro Sabor Sem Desperdício, que foi distribuído para as instituições durante a oficina.

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Confira algumas das receitas apresentadas e degustadas abaixo. Outras opções você encontra aqui no site!

Bolinho de arroz integral (desenvolvido pela instituição Gewo Haus)

– Torta de mortadela (da instituição Cenarph)

– Torta de linguiça e legumes (da instituição Mão Amiga)

– Pudim de iogurte grego (da instituição Lar dos Velhos)

– Smoothie de banana (da instituição Lar dos Velhos)

– Crepe de Banana com pasta de amendoim (da instituição Lar dos Velhos)

 

Obrigado, Ceagesp Bauru

Diariamente, frutas, legumes e verduras fresquinhos saem das bancas do Ceagesp Bauru para serem distribuídos entre as instituições sociais da cidade.

Os permissionários da central de abastecimento foram os primeiros doadores do Mesa Brasil em Bauru, e seguem firmes na parceria desde a implantação do Programa, em 2003. É o que conta Valdir, que já foi motorista e atualmente é escriturário do Mesa.

Desde o início do ano, ele tem visitado os doadores do Ceagesp mensalmente, como uma forma de manter contato, agradecer e valorizar a doação de cada um. Neste mês, a equipe de comunicação do Sesc Bauru acompanhou a visita e conversou com dois doadores de longa data:

“Muitas vezes a mercadoria está boa para o consumo, mas não para comercializar nos mercados. Como trabalhamos com perecíveis, ao doar evitamos o desperdício”, afirma Lucinéia Marcato, da Marcato Legumes. “De 70 a 80% dos nossos produtos que iriam para o lixo podem ser aproveitados e hoje ajudam a muitas entidades”, completa Josué Boaini, que doa ao Mesa desde 2003.

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Entre os alimentos doados ao longo dos anos pelos dois produtores, estão centenas de quilos de abobrinha, tomate, cenoura, mandioca, beterraba, chuchu, pimentões, berinjela, milho, entre outros. Pela quantidade e qualidade dos alimentos, as doações do Ceagesp são muito importantes para complementar refeições e contribuir para a segurança alimentar na região. 

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(Fotos: Vinícius de Oliveira)

Apas 2016: compromisso com a sustentabilidade

O Mesa marcou presença na APAS 2016 – principal feira do setor de supermercados do país, que reúne representantes da cadeia supermercadista brasileira e internacional. Convidado a participar do Espaço de Sustentabilidade, o programa alinha-se a um dos 6 temas que estão sendo trabalhados pela diretoria: o consumo consciente. Cidadania, os 10 princípios do Pacto Global, resíduos, eficiência na operação e sustentabilidade na cadeia de abastecimento completam os temas elencados.

“A nossa parceria com o Programa Mesa Brasil Sesc é muito importante para a APAS, pois é uma forma de o setor contribuir para evitar o desperdício de alimentos”, afirma Esther Gonçalves, diretora de Responsabilidade Social da entidade. A participação no evento também marcou a reaproximação entre o Mesa e a APAS, que se comprometeram a reforçar a parceria, iniciada em 2004.

O encontro com representantes de empresas presentes no evento rendeu ao Mesa oportunidades valiosas de apresentar o programa e conquistar novos doadores. A indústria de pescados Gomes da Costa e o produtor de água de coco Obrigado são exemplos de empresas contatadas durante a feira que já renderam doações.

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Feliz aniversário, CECAM!

Mais de 1,5 milhões de quilos de alimentos arrecadados e distribuídos: esse é o resultado do primeiro ano de funcionamento do CECAM – Centro de Captação e Armazenagem Mesa Brasil. Inaugurado em junho de 2015, o espaço permitiu ao programa receber grandes doações, triá-las e redistribui-las entre as 13 unidades que operam o programa.

No galpão de 1600 m², localizado na zona oeste de São Paulo, caminhões e carretas chegam e saem diariamente; caixas são descarregadas, checadas e empilhadas para em seguida serem distribuídas. Estão cheias de arroz, leite, biscoitos, hortifrútis, e, com a instalação de câmaras frias, no início do ano, também iogurtes, queijos e outros produtos refrigerados. 

Desde a inauguração, o espaço passa por reestruturações constantes. ‘Estudamos o fluxo das doações, os equipamentos usados e os tipos de alimentos que recebemos. O grande volume de frutas e legumes, por exemplo, exigiu um espaço para a seleção e movimentação. Além disso, melhoramos o processo de recebimento e conferência das doações, para dar mais agilidade e poder distribuir primeiro as cargas com menor prazo de validade’, explica Sérgio Pinto Cruz, supervisor operacional.  

 
Durante o período, os 340 veículos contratados para trazer e levar alimentos percorreram 45 mil quilômetros – o equivalente a 1 volta ao mundo! Isso possibilitou que alimentos que antes seriam desperdiçados chegassem a mais de 800 instituições sociais beneficiadas pelo programa.

E o ganho não foi só em quantidade de doações. O programa cresceu em qualidade ao melhorar a logística, passando a redirecionar doações que antes ficavam restritas a uma única área. Foram toneladas de abacates de Bauru, laranjas de Piracicaba ou melões de São Paulo que, reunidas no CECAM, puderam ser distribuídas entre diferentes regiões do estado e da cidade de São Paulo, promovendo o acesso e diversificando a alimentação de milhares de pessoas.  

‘Antes, quando dependíamos de uma empresa terceirizada, os processos eram mais demorados, os prazos eram maiores e dificultavam o recebimento de grandes volumes. Agora que temos essa estrutura, podemos trazer mais doadores’, afirma a supervisora administrativa Melina dos Santos Silva.

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(Foto: Sérgio Pinto Cruz)

Assim, com a criação desse espaço formou-se também uma equipe dedicada à captação de doações. Desde então, já são 13 novos doadores conquistados, como indústrias e distribuidores agropecuários. ‘Aprimorando o relacionamento com os doadores, tivemos um notável incremento nas doações, expandindo o horizonte de atuação do Programa’, reforça Vinícius Pedroso da Silva, que integra o núcleo. 

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A sincronia entre todos, desde motoristas das unidades até os almoxarifes do galpão, é importante para que as doações cheguem a tempo a quem precisa. ‘O trabalho de equipe é essencial, pois o volume de doações é muito grande. Enquanto um recebe a carga, outro começa a conferir e identificar, outro já está preparando a armazenagem e assim vamos dividindo as tarefas para que tudo saia bem’, explica o almoxarife Henrique Francine.

Aliás, como ponto de apoio para todas as unidades que operam o Mesa, o CECAM também contribui para a integração entre as equipes que chegam e saem todos os dias. ‘Aqui conseguimos compartilhar experiências de diferentes regiões. Para nós, da zona leste de São Paulo, é curioso ouvir sobre as coletas do pessoal do interior, que vai buscar os alimentos diretamente nas fazendas, e também das equipes de Santos, que recebem peixes frescos’, conta o ajudante Wilson, do Mesa Brasil Sesc Itaquera. Para ele, o que há em comum é a colaboração e o bom humor: ‘A gente procura sempre brincar, dar risadas. Tem dias que tem muita doação, então essa também é uma forma de fazer o serviço fluir melhor’.

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(Fotos: Mateus José Maria)

Alimentar é fazer bem

Doador do Mesa desde 2001, o Rio Acima comercializa legumes, frutas e verduras e é referência no mercado de hortifrutis no Ceagesp São Paulo. Para a empresa, a doação de alimentos vai além da redução do desperdício – é, acima de tudo, uma forma de fazer bem ao próximo. “Para nós, não adianta estarmos bem, se quem está ao nosso redor não está também. E o Mesa faz a diferença ao melhorar as condições de alimentação e educação onde atua”, afirma Maurício Fraga, diretor financeiro do Rio Acima Hortifruti.

Ele conta que há instituições sociais que procuram diretamente a empresa no Ceagesp, mas que é difícil saber se o trabalho que realizam é sério. “É complicado doar para uma instituição que não conhecemos. Por isso destinamos ao Mesa, que verifica todas as instituições que recebem e faz um acompanhamento”, diz.

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Alface, rúcula, agrião, escarola, erva doce, espinafre, salsa… são diversos os produtos doados pela empresa, sempre preocupada com a qualidade. “Nosso compromisso é doar um produto bom, que a gente levaria para a nossa casa também”, explica Maurício.

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“Esses são produtos diferenciados, que as instituições dificilmente têm acesso de outra forma. As doações de verduras e legumes frescos são muito importantes para complementar as refeições e enriquecê-las do ponto de vista nutricional”, conta Priscila Galli, nutricionista do Mesa Brasil.

Ao fazer a seleção dos alimentos para a doação, o funcionário Francisco Raimundo da Silva, conhecido como Chiquinho, complementa: “É bom saber que estão chegando até as pessoas que precisam, que vão poder comer verduras e saladas”.

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Você conhece o guia alimentar brasileiro?

Nada de gráficos, pirâmides e cálculos de porcentagens, porções ou nutrientes. A última edição do Guia Alimentar para a População Brasileira propõe um novo olhar sobre o tema, menos técnico e mais próximo à realidade das famílias brasileiras. A publicação, organizada pelo Ministério da Saúde, parte de um princípio bem simples: a defesa de uma alimentação baseada em alimentos “in natura”. Isso significa priorizar aqueles que vêm diretamente da terra, como frutas, verduras e legumes, ou que passam por processos simples como limpeza ou moagem: arroz, feijão, carnes, farinhas, leite, castanhas entre outros, chamados de “minimamente processados”. 

Lançado no final de 2014, já ganhou reconhecimento internacional por sua proposta inovadora. A revista eletrônica norte-americana Vox, por exemplo, elogia sua linguagem clara e direta, e descreve-o como o melhor guia alimentar e nutricional do mundo, sugerindo que ele inspire as publicações de outros países.

Outro diferencial em relação aos guias tradicionais é a abordagem do ato de comer inserido no contexto social, incentivando que se façam refeições compartilhadas, em ambientes apropriados e sem distrações, respeitando a cultura alimentar e estimulando a prática e transmissão dos saberes culinários.

Em seus serviços de alimentação e em suas atividades educativas, o Sesc promove ações que vão ao encontro dos princípios do Guia Alimentar, com a realização de oficinas e cursos que trazem temas como o ato de cozinhar, a diversidade alimentar e a alimentação adequada e saudável, valores importantes para o Mesa Brasil. A difusão dos conhecimentos apresentados na publicação vem para complementar as ações nas unidades.

Confira a ‘regra de ouro’, de acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, e acesse-o na íntegra aqui.

Com a Casca Tem + Valor

O que você faz com a casca da banana, da laranja ou do abacaxi? Sabia que podem render ótimas receitas? Aliás, não só cascas, mas folhas, talos, sementes e entrecascas: tudo pode ser aproveitado! O projeto Com a Casca Tem + Valor mostra como usar essas partes “não convencionais” dos alimentos em preparações saborosas e nutritivas.

Depois de uma temporada de sucesso no Sesc Santos, o projeto chegou neste ano ao Sesc Santo André, onde segue com oficinas mensais até dezembro. No comando das duas edições, a gastróloga e nutricionista Aline Rissato conta que percebe um interesse crescente do público pelo assunto: “A experiência em Santos foi muito positiva, não estava esperando tanta receptividade. O aproveitamento integral dos alimentos é um tópico que ainda gera muito preconceito, mas fico feliz de perceber que as pessoas estão dispostas a aprender coisas novas e mudar”.

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Para ela, o aproveitamento integral envolve muitas questões importantes, como a saúde, a sustentabilidade e a segurança alimentar. E para trazer esses conceitos para a realidade, nada como colocar a mão na massa. “A melhor forma de quebrar preconceitos é cozinhando e degustando. Nas oficinas, mostramos que uma receita com a casca tem a mesma facilidade de preparo que a convencional e não perde em nada no sabor nem na apresentação visual. Mas o maior impacto é quando apresentamos a redução nos custos!”, conta Aline.

A cada mês, um alimento diferente é trabalhado na oficina, respeitando a sua sazonalidade. Confira a agenda dos próximos encontros, que acontecem sempre na Comedoria, das 14h30 às 16h:

11/05: Banana: da casca até a polpa

15/06: Brócolis: flor, folha e talo

13/07: Espinafre para todos

– 10/08: Da laranja até o bagaço

– 14/09: O rei abacaxi

– 26/10: Jabuticaba por inteiro

– 9/11: Da beterraba até as folhas

– 14/12: Para refrescar, melancia!

As inscrições podem ser feitas a partir da primeira terça-feira do mês em que acontecerá a oficina escolhida, pelo e-mail inscricao@santoandre.sescsp.org.br ou na Central de Atendimento da unidade. Os valores vão de R$ 17 (Inteira) a R$ 5 (Credencial Plena).

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Quer saber mais sobre o aproveitamento integral dos alimentos e testar receitas em casa? O  Mesa Brasil lançou o livro Sabor Sem Desperdício, com receitas de entradas, pratos principais, bebidas e sobremesas – tudo aproveitando o alimento por inteiro! Saiba mais aqui

(Fotos: Guilherme de Carvalho)

Makro e Mesa: uma parceria promissora

Diariamente, da gôndola do Makro Vila Maria são retirados legumes, frutas e verduras fora do padrão ou maduros, que vão perdendo o valor comercial, mas ainda estão próprios para consumo. Desde janeiro deste ano, porém, eles ganharam um destino diferente.  Em vez de retornarem ao produtor para o descarte, esses alimentos têm um lugar especial na loja. São guardados na câmara refrigerada, onde permanecem conservados e, duas vezes por semana, são coletados pelo Mesa Brasil Sesc São Paulo. A equipe do programa então seleciona os alimentos e leva-os até instituições sociais, onde vão complementar refeições, alimentando quem precisa.

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Uma ação que nasceu da vontade de reduzir o desperdício e de ajudar ao próximo. “Como gerente da loja, sinto orgulho de poder participar de um projeto dessa magnitude onde a palavra que resume todo o sentimento é: fraternidade. Toda a equipe sente satisfação em poder contribuir e ter certeza de que na ponta do trabalho muitas pessoas estão sendo impactadas positivamente por este pequeno gesto humano”, afirma Antônio Soares.

E a parceria entre a rede Makro e o Mesa começou promissora: a partir da experiência de sucesso na loja da Vila Maria, a rede já enxerga oportunidades de expandir o trabalho a outras unidades do estado e do país – ao todo, são mais de 70 lojas localizadas em 24 estados. Assim, as boas práticas desenvolvidas ali poderão inspirar as demais, fortalecendo e expandindo o compromisso social e com a sustentabilidade.

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“Enxergamos no Mesa Brasil a possibilidade de aumentar o relacionamento entre o Makro e as comunidades através de algo que não seja somente uma relação de consumo, mas sim de compromisso e amor ao próximo. Estamos muito motivados em aumentar a parceria e motivar nossos parceiros e clientes a participarem também”, afirma Edson Feitosa, Gerente de Operações do Makro.

Para a gerente de Sustentabilidade e Inovação, Alessandra Azevedo, a parceria vem ao encontro dos valores de responsabilidade sócio ambiental da rede: “Ao doar alimentos ainda em boas condições de uso, evitamos o desperdício de alimentos e contribuímos para o bem estar das pessoas nas comunidades em que estamos inseridos”.