Agradecendo com Poesia

“Ei, senhora, aceita ouvir uma poesia?” Um convite impossível de recusar. Esse foi o clima do encontro anual do Programa Mesa Brasil no Sesc Taubaté. A  manhã de música, poesia e agradecimentos envolveu os doadores, as instituições atendidas e a equipe do programa. 

Intervenção Polvos Poéticos

Intervenção Polvos Poéticos, com grupo Sensus.

 

Entre um guardanapo poético e outro, foram apresentados os números do programa em 2015: aproximadamente 150 mil quilos de alimentos repassados para as 43 instituições cadastradas, complementando cerca de 1.498.000 refeições .

Intervenção Bala.Bras

Intervenção Bala.bras, com Daniel Viana

 

“Vamos precisar de todo mundo

Um mais um é sempre mais que dois

Pra melhor juntar as nossas forças

É só repartir melhor o pão

Recriar o paraíso agora

Para merecer quem vem depois…” (Sal da Terra – Beto Guedes)

Após a entrega do certificado de mérito comunitário às empresas doadoras presentes, o encontro transformou-se em um grande sarau, que integrou e emocionou os participantes. 

Balabras .jpg

 

“Andá com fé eu vou

Que a fé não costuma faiá” (Andar com fé – Gilberto Gil)

Abrindo a série de manifestações das instituições presentes,  Tine H-E Andreassem Lopes, idealizadora do projeto Esperança Criança e Família,  falou sobre a importância das doações recebidas no dia a dia do projeto e do poder transformador deste tipo de trabalho: “Se cada um fizer uma parte nós vamos fazer um mundo melhor”

Sarau

O que se seguiu foi uma série de depoimentos emocionados e agradecidos, e a poesia ficou tão forte que se materializou nos versinho de José Carlos da Silva, diretor do Lar da Criança Irmã Julia, de Pindamonhangaba: 

Bilhete2 (2)

Tudo em nome do combate à fome e ao desperdício. Este é um dos nossos sonhos possíveis!

“E assim, seja lá como for Vai ter fim a infinita aflição E o mundo vai ver uma flor Brotar do impossível chão” (Sonho Impossível – Chico Buarque)

De mãos dadas contra a fome

Além de homenagear os doadores, o encontro de 2015 do Mesa Brasil Sesc Santos teve uma finalidade especial: apresentou aos parceiros o projeto Com a casca tem + valor, uma das ações com caráter educativo e transformador oferecidas às instituições sociais durante o ano.

23035721720_f 831785606_k

O projeto idealizado pelo Mesa Santos tem a proposta de difundir a alimentação saudável e sustentável, por meio de um dos conceitos trabalhados amplamente no programa: aproveitar o alimento por inteiro. Durante o encontro, os doadores puderam participar de um workshop de culinária e degustar algumas receitas preparadas nesta ação, que incentiva a escolha de alimentos da safra, gera economia, agrega valor nutricional às preparações, estimula a criação de variadas receitas e diminui o volume de resíduos descartados no meio ambiente. 

23223223622_4a 7d 8d 6ec 2_k 23305422876_65a 03b 11d 9_k

Foi um dia de celebração da parceria, integração entre quem doa e quem recebe os alimentos e de agradecimento. Uma das instituições sociais beneficiadas ofereceu uma singela e carinhosa homenagem aos doadores: um cartaz de uma árvore feita com as mãos das crianças atendidas. Com os dizeres “De mãos dadas contra a fome”, o gesto simbolizou a importância da mobilização de todos pela solidariedade.

Foto Arvore De Mãos -ok

“Assim, podemos confirmar que uma ação social como esta, de combate ao desperdício e à fome, só atinge seus objetivos se tiver a mobilização e participação de todos”, afirma a coordenadora do Mesa Brasil no Sesc Santos, Fabiola Freire. 

Dia Nacional da Coleta 2015: resultados

157 toneladas de alimentos doados em um só dia e muita solidariedade: esse foi o resultado do Dia Nacional da Coleta de Alimentos 2015. A iniciativa mobilizou voluntários em supermercados por todo o país para arrecadar alimentos para quem mais precisa.

As doações da capital e grande São Paulo destinadas ao Mesa Brasil foram coletadas diretamente nos 17 supermercados participantes e levadas até o Centro de Captação e Armazenagem Mesa Brasil (CECAM). Lá, as caixas puderam ser conferidas uma a uma: os alimentos foram separados por tipo, pesados e etiquetados. Ao todo foram 12,7 toneladas de arroz, feijão, macarrão, leite em pó, molho de tomate, café, açúcar entre outros.   

“Por ser uma grande quantidade de alimentos, pudemos distribuir entre todas as unidades da Grande São Paulo e também destinamos uma parte para o interior e litoral, atendendo a uma quantidade maior de instituições sociais”, afirma Karen Leal, coordenadora estadual do programa.

Confira o processo de separação das doações no CECAM:

Ok -IMG_4472

As caixas de alimentos foram conferidas uma a uma. 

Ok -IMG_4495

Os produtos foram separados por tipos.

Ok -IMG_4481

Depois, hora de reempacotar e pesar cada caixa, que mais tarde vai chegar até as instituições sociais. 

Ok -IMG_4491

Para facilitar a distribuição, cada caixa é identificada com gêneros e quantidades. 

Assim que a banda toca

O maestro usava um nariz amarelo combinando com os sapatos de mesmo tom. A plateia lotada gargalhava com os músicos e seus instrumentos no melhor estilo air guitar.

Anualmente o programa Mesa Brasil do Sesc Piracicaba promove o encontro com os doadores e representantes das entidades que recebem as doações. Um momento para que todos tenham a dimensão de quão importante se torna cada nó dessa rede.

IMG_5344

A aura circense, com malabaristas, palhaços e músicos, pintou com leveza a seriedade e importância dos números conquistados de janeiro a novembro de 2015 pelo programa na unidade, totalizando 368 toneladas de alimentos doados, sendo:

– 82 toneladas de Laranja

– 23 toneladas de Iogurte

– 17 toneladas de tomate

– 14 toneladas de batata

– 13 toneladas banana

– 7 toneladas de arroz

– 8 mil litros de leite

Pesado? Não para os 45 doadores  que por intermédio do Mesa Brasil atendem 46 instituições sociais nas cidades de Piracicaba, Charqueada, São Pedro, Limeira e Iracemápolis.

Editado -ok

 Uma responsabilidade dividida em várias mãos. Mãos estas que afinam seus instrumentos dia a dia para tocar como a banda encenada pela Cia Mimicalado durante o Encontro Anual: um músico depende da harmonia do outro para que no final os espectadores, ora com fome, aplaudam satisfeitos e também saciados.

Ritmo nos pratos da bateria e alimento nos pratos das mesas, que venha 2016!

IMG_5389 (1)

O que mudou na nossa alimentação?

Por que estamos engordando?
O que a política tem a ver com os alimentos?
Por que não vemos publicidade de legumes na TV?
Essas e outras questões relacionadas às transformações na alimentação e suas consequências no cenário internacional foram temas abordados por Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável do Ministério da Saúde de Portugal e doutor em Nutrição Humana pela Universidade do Porto. Em visita ao Brasil, ele participou do Seminário Internacional: Escolhas Alimentares e seus Impactos.

Realizado pelo Mesa Brasil Sesc Santos nos dias 28 e 29 de outubro, o evento reuniu também profissionais referência em alimentação no Brasil, como Maluh Barciotte (NUPENS), Sophie Deram (USP), Ana Paula Bortoleto (IDEC), Camila Borges (USP, Ministério da Saúde) e Carolina Chagas (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome). ‘Atendendo ao caráter propositivo e educativo do Mesa Brasil, o Seminário teve a proposta de contribuir para uma reflexão sobre o contexto alimentar atual e seus efeitos na saúde da população’, afirma Fabiola Freire, coordenadora do Mesa em Santos.

Confira algumas questões abordadas pelo palestrante Pedro Graça na conferência de abertura do evento:

Estamos engordando

Ao comparar gráficos da presença da obesidade nas populações dos Estados Unidos e da área rural de Bangladesh, por exemplo, o professor Pedro Graça conclui: essa é uma epidemia global. A obesidade cresceu nos últimos 20 anos não só em países industrializados, com ampla oferta de alimentos, mas chegou até áreas rurais da Ásia.

Os mais pobres engordam mais

Até recentemente, acreditava-se que essa era uma epidemia que atingia principalmente as populações que estavam melhorando economicamente, associada ao acesso à alimentação, ao acesso à caloria, à gordura, à proteína. Mas não é bem assim: “O que nós estamos a viver é não só o aumento da doença no mundo inteiro, mas, ao contrário do que se esperava, quem é mais afetada é a população mais carente, mais vulnerável. Pobreza e obesidade se aproximam de tal maneira que a pessoa pode ter fome e ser obesa ao mesmo tempo. Coisa que para nós da biologia é um paradoxo.”, afirma.

Somos treinados para engordar

“Nós somos uma máquina de engordar”. Isso por que a capacidade de acumular reservas de energia na forma de gordura foi essencial para a sobrevivência do ser humano, diante da escassez de alimentos. “O ser humano está preparado para lidar com a fome há dois milhões de anos. E começou a lidar com excesso de calorias há 50 anos. Não estamos preparados biologicamente para isso”, afirma Pedro.

IMG_2242-portal


O que mudou?

 Diversas alterações demográficas causaram mudanças na alimentação: a entrada da mulher no mercado de trabalho e na vida acadêmica, o envelhecimento da população e a necessidade de se trabalhar mais horas são alguns exemplos. E, se aumenta o tempo do trabalho, o que fica para trás é o tempo de cozinhar e de ficar com os filhos. Os alimentos que já vêm prontos têm, portanto, muito mais apelo do que aqueles que exigem tempo e conhecimentos culinários para o preparo. Além disso, em muitos lugares é mais fácil e barato encontrar produtos ultra processados e calóricos – ricos em açúcar, sal e gordura – em vez de alimentos frescos.

Você já viu propaganda de alface na TV?

Provavelmente não. Mas vemos diariamente publicidade de produtos ultra processados e super calóricos, não é mesmo?

Grandes indústrias alimentícias lucram muito, enquanto quem trabalha no campo com frutas e legumes em geral tem ganhos pequenos e são os que mais sofrem com as oscilações na economia e nos preços dos alimentos. É fácil entender como um lado tem muito mais capacidade de investir e produzir comunicação (publicidade, marketing etc) do que o outro.

Ciclo da insegurança alimentar

Obesidade, pobreza, alimentação: tudo está relacionado. “Quando eu tenho uma doença crônica, gasto mais dinheiro, tenho menos capacidade de trabalho, e portanto tenho que comprar comida de menor qualidade”. Assim segue o ciclo da insegurança alimentar: mais insegurança, mais pobreza e desigualdade, mais gastos do Estado com bem estar social e saúde.

Política tem a ver com alimentação, sim.

As questões alimentares têm ganhado força nas discussões políticas, lado a lado com preocupações com imigração, refugiados e medidas de apoio social. Pedro Graça trouxe o exemplo da Suécia, em que os índices médios da obesidade infantil estão estáveis: diminuíram entre a população sueca, mas aumentaram entre imigrantes. Isso trouxe um questionamento durante as últimas eleições: por que um sueco deveria tirar de seu bolso a contribuição social para pagar apoio alimentar a um estrangeiro?

É preciso reconhecer o ambiente

De acordo com o pesquisador W. Philip James, durante décadas pensou-se que a atenção e  esforço individual fossem suficientes para prevenir a obesidade, porém depois de décadas desse esforço, as taxas de ganho de peso continuaram a subir. Essa epidemia reflete a presença de um ambiente tóxico ou obesogênico.

Isso significa que não adianta ensinar as pessoas sobre alimentação saudável, se não há um ambiente favorável a isso, ou seja, se não há oferta de alimentos saudáveis em local próximo, a preços acessíveis.  “Eu tenho primeiro que me preocupar com as condições que existem ou que eu posso criar para que o suco de laranja apareça, para em seguida dizer como é importante consumir suco de laranja”, exemplifica Pedro Graça.

 

Encontro Anual do Programa Mesa Brasil Sesc Bauru

Representantes de 25 empresas doadoras e autoridades convidadas participaram do Encontro anual do Programa Mesa Brasil Sesc Bauru 2015, realizado no dia 6 de novembro.

Em Bauru, o Mesa Brasil tem o apoio do Sincomércio – Sindicato do Comércio Varejista de Bauru, que trouxe o programa à cidade, e parceria da USC – Universidade do Sagrado Coração na realização das ações educativas, importantes junto às instituições.

O encontro reuniu cidadãos, doadores, instituições, parceiros e voluntários para compartilhar as realizações deste ano e homenageá-los, além de fortalecer esta parceria para 2016. Foram homenageadas as 59 empresas doadoras, que colaboraram com mais de 60 mil quilos mensalmente no ano de 2015, e que complementaram mais de 500 mil refeições por mês. 

O Mesa agradece o apoio do Sincomércio – Sindicato do Comércio Varejista de Bauru, e a parceria da USC – Universidade do Sagrado Coração na realização das ações educativas junto às instituições que alcançaram mais de 1.000 pessoas em 40 atividades. 

As atividades realizadas, como oficinas e cursos, envolvem desde orientações sobre elaboração de cardápios, boas práticas de manipulação e armazenamento de alimentos, até temas mais amplos ligados à alimentação, que promovem o desenvolvimento e divulgação de receitas saudáveis com aproveitamento integral dos alimentos, reduzindo o desperdício.

O programa Mesa Brasil em Bauru atende 86 instituições sociais nas cidades de Bauru, Agudos, Arealva, Bariri, Duartina, Itapuí, Pederneiras, Piratininga e Pirajuí.

 Confira as fotos do encontro:

 

 Fotos: Dayvison Domingues

Alimento, alimento nosso

Quem passou pelo Sesc Campinas durante o mês de outubro recebeu um convite irresistível aos sentidos e às descobertas. A exposição Alimento, Alimento nosso, criada para compor a programação do Dia Mundial da Alimentação, chamou cada visitante a caminhar por sensações, cores, sons, texturas e memórias guardadas em frutas, legumes, temperos e comidas do dia a dia.

“A possibilidade de interação foi uma maneira de acolher as pessoas que passavam, de convidar a conhecer ou relembrar alimentos, cheiros e receitas que ali estavam”, conta Lilian Rocha, coordenadora do Mesa Brasil no Sesc Campinas.

IMG_4174

De um lado, um passeio para acordar sentidos. As mãos vinham se aventurar pelas caixas de madeira e sentiam ora maciez, ora resistência. Em seguida, narizes descobriam aromas: doce (baunilha, canela, aniz, erva-doce), ácido (vinagre, limão, maracujá, tangerina), amargo (café, cúrcuma, páprica, fumaça) e até o umami (curry, zatar). Depois a vez era dos ouvidos: pelos fones chegavam sons da panela, do liquidificador, da mordida e também vozes ditando receitas para a imaginação – um quilo de farinha de trigo, 2 ovos, uma xícara de leite…

IMG_4164

Do outro lado, as receitas ganhavam corpo – e caras. Além de poderem ler ingrediente por ingrediente, os olhos encontravam outros olhos (e narizes, bocas, cabelos, pescoços): eram os rostos das cozinheiras de instituições sociais cadastradas pelo Mesa Brasil, autoras de cada receita. Logo embaixo, frutas, legumes, grãos e raízes coloriam o espaço, pra lembrar como é rica a nossa alimentação.

A mistura de sons, cores e cheiros trouxe não só sensações, mas também reflexões. “A exposição contribuiu para estimular e aguçar a curiosidade por alguns alimentos e pelo ato de cozinhar. Dessa forma, pensamos também sobre as nossas escolhas alimentares”, diz Lilian.

IMG_4162

E que tal prestar atenção aos alimentos dentro de casa? Quanto tempo faz que você não deixa os grãos de arroz escorrerem por entre os dedos, ou então sente o cheiro de uma fruta madura? Por que não resgatar uma receita antiga, com gosto de infância? Ou talvez testar um prato novo, um sabor diferente?

Todas as receitas da exposição fazem parte do Livro Receitas de Vida, que reúne as dicas e histórias das cozinheiras que pilotam fogões nas instituições atendias pelo Mesa Brasil em Campinas e região. Tem galinhada, empadão, bolo de frutas… quer experimentar? Baixe aqui o livro e deguste!

 

Dia Mundial da Alimentação no Sesc Santo André

Vivência da horta ao prato, palestra sobre cultura alimentar, oficina culinária com alimentos não convencionais e feira de biodiversidade foram algumas das atividades que comemoraram o Dia Mundial da Alimentação no Sesc Santo André, durante o mês de outubro.

“As atividades proporcionaram reflexões sobre a produção e consumo de alimentos orgânicos  e agroecológicos,  a biodiversidade, a importância de uma alimentação mais saudável, tendo como  base alimentos in natura e da cultura regional, e como tudo isso pode contribuir com a sustentabilidade do nosso planeta. Contamos com a presença de produtores agroecológicos da região do ABC, que trouxeram seus produtos, e também diversos profissionais qualificados e renomados na área de alimentação e nutrição”, relata a coordenadora do Mesa Brasil no Sesc Santo André, Milena Prinholato.

Ao todo, mais de 800 pessoas participaram das ações durante todo o mês. Confira o nosso  registro fotográfico:

Feira Da Biodiversidade 3-ok (1)

A Feira da Biodiversidade trouxe  produtores locais de alimentos orgânicos e ofereceu ao público a oportunidade de degustar, comprar e conhecer o processo de cultivo desses alimentos. 

Pic Nic Nutritivo 1

No Pic Nic Nutritivo, as crianças do Projeto Curumim e seus pais  aprenderam  técnicas simples de culinária, noções de higiene na cozinha e de alimentação saudável através do preparo de quitutes saudáveis.

Pic Nic Nutritivo 2-OK

Depois do preparo, a hora de comer foi um momento de relaxar, compartilhar e perceber como é gostoso se alimentar de forma saudável. 

Oficina Da Horta Para A Mesa - Preservando A Biodiversidade2

Na Oficina Da Horta para a Mesa, os participantes conheceram alguns alimentos não convencionais,  um pouco da sazonalidade e regionalidade dos alimentos, valorizando principalmente seu sabor de identidade. 

Vivência Interlagos 2-2

Na Vivência Plantando Saúde, a vista ao Sesc Interlagos mostrou o cultivo de hortaliças, como cultivá-las em pequenos espaços  e valorizar a importância dos nutrientes das frutas, legumes e verduras e do aproveitamento integral de alimentos.

Sophie -deram

Na palestra Saúde à Mesa, Sophie Deram falou sobre a importância de uma alimentação mais saudável,  do resgate do ato de cozinhar, da cultura alimentar regional e de comer em família.

Dia Nacional da Coleta de Alimentos 2015

Quem for às compras no próximo sábado, dia 7 de novembro, terá a chance de participar do Dia Nacional da Coleta de Alimentos. Nesta data, em supermercados de todo o país, será possível dar um nobre destino a uma parte da compra semanal: alimentar quem mais precisa. Durante todo o dia, voluntários vão recolher doações de alimentos não perecíveis para destinar a instituições sociais.

A ação acontece simultaneamente em mais de 50 cidades, em 15 estados no país. Para saber quais são os supermercados participantes em sua região, basta acessar o site. O Mesa Brasil Sesc é parceiro desta iniciativa: nas cidades em que atua, realiza a coleta dos alimentos doados e distribui entre as instituições parceiras.

Em São José do Rio Preto, por exemplo, o Mesa foi responsável pela distribuição de mais de 5 mil quilos de alimentos arrecadados durante a coleta de 2014. “A maior parte das nossas doações durante o ano é de hortifrútis. O Dia da coleta é a oportunidade de levarmos produtos não perecíveis, como arroz, feijão, macarrão, às instituições”, conta a coordenadora do Mesa Brasil no Sesc Rio Preto, Denise Andreo.

Além de doar alimentos, outra forma de contribuir para a ação é o voluntariado. Em cada supermercado, os voluntários terão a missão de explicar aos consumidores sobre o evento e conquistar doações. Para fazer parte do time, basta entrar em contato com o coordenador da coleta em sua região. 

Coleta -rio -preto

Ponto de coleta em supermercado de São José do Rio Preto,
na edição anterior do Dia Nacional da Coleta de Alimentos. 

Mais sobre o evento

A Coleta de Alimentos nasceu há 18 anos na Itália e foi replicada em diversos países. No Brasil, a ação começou a ser realizada pela CDO em 2006 em São Paulo e região metropolitana. Desde então, já arrecadou mais de 550 toneladas de alimentos, com a participação de 26 mil voluntários em mais de 40 cidades de todo país.

Colheita no quintal de casa

Pelas mãos de Jair e Nivaldo, cada pezinho de alface da Horta Agroecológica no Sesc Interlagos é cultivado com um olhar educativo. Não só alface, mas também almeirão, beterraba, catalhonha, cebolinha, chicória, couve, escarola, espinafre, inhame, tomate, entre tantas outras hortaliças brotam, crescem e são colhidas ali.  

IMG_4125

Quando o Mesa Brasil foi implantando em Interlagos, em 2013, uma frutífera parceria começou a germinar. Assim, 20 dias após o início do programa na unidade, a primeira colheita foi doada: alface lisa, beterraba e verduras foram o primeiro passo da parceria que frutifica todos os meses.  

Parte de um Viveiro de Plantas com mais de 5 mil mudas em exposição, a horta oferece ao público uma rica oportunidade de conhecimento sobre os diferentes tipos de hortaliças, suas formas de cultivo, ritmos de crescimento e tempos de colheita.

IMG_4137

Tudo tem sua época de brotar e colher. Assim, enquanto cresce, cada hortaliça cumpre também seu papel educativo. “Depois de transmitir os conhecimentos, agora é só esperar a época da colheita e dizer ao programa Mesa Brasil que venham retirar a doação de hortaliças, frutas e legumes’, diz o viveirista Nivaldo de Jesus Silva.

IMG_4140 (1)

Uma vez por mês, as caixas são preenchidas com alimentos orgânicos que vão alimentar centenas de pessoas atendidas nas instituições sociais cadastradas no Mesa Brasil, que vão ter a oportunidade de consumirem alimentos ricos em nutrientes, importantes para complementar as refeições, estimular a criatividade das cozinheiras nas receitas e proporcionar uma alimentação mais saudável. ‘É gratificante saber o destino daquilo que plantamos – servir para alimentar aqueles que necessitam’, diz o viveirista Jair Teixeira da Silva.

IMG_4128

‘Em dois anos, 2 toneladas chegaram a todas as instituições sociais que atendemos. Mas o melhor desta parceria é saber que o volume e variedade destes alimentos superam o resultado em quilos’, complementa Vanessa Zaidan dos Santos, nutricionista e coordenadora do programa no Sesc Interlagos.

Viveiro -1