Vamos fazer pão?

Difícil resistir a um pão quentinho, feito na hora, não é?

No Sesc Rio Preto, os 52 participantes da oficina de Panificação concordaram. Depois de aprenderem as receitas, puderam experimentar as preparações da chef Rosimeire, da Bonnutri Assessoria e Consultoria, que propôs pratos com o aproveitamento integral dos legumes, como a casca da abóbora e os talhos e folhas do brócolis.

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O público, em sua maioria composto por cozinheiras das instituições sociais atendidas pelo Mesa Brasil, tirou dúvidas sobre a confecção das massas, como o processo de fermentação etc.

Ficou com vontade de por a mão na massa? Na nossa página Cozinhar, você confere as receitas:

Pão de abóbora integral

Calzone com recheio de brócolis

 

Campinas vista por outros olhos

Para comemorar o 239º aniversário da cidade, em julho, o Mesa Brasil Sesc Campinas promoveu um encontro especial. Convidou cozinheiras e cozinheiros das instituições sociais atendidas a passearem por alguns dos principais pontos turísticos da região. Para muitos, que já moravam na cidade há mais de 20 anos, foi uma surpresa conhecer a história de cada local.

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Foi uma viagem cheia de descobertas pela Estação Cultura, pelo Mercado Municipal, pelo Instituto Agronômico de Campinas e pela Estação de Joaquim Egídio. Ao final do tour, parada para o almoço. O Cardápio? Além de delicioso e preparado pelas mãos habilidosas da Chef Vivi Moraes, do Restaurante Estação Marupiara, o almoço teve um toque de história.

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Rótulos: você sabe o que está comendo?

Em uma passagem rápida pelas prateleiras de qualquer supermercado, encontramos alimentos em embalagens chamativas, com rótulos coloridos, cheios de frases de efeito. Lado a lado, são dezenas de opções para um mesmo produto. E como escolher a melhor para colocar no carrinho? Os rótulos podem ser bons aliados. Muito além de uma aparência bonita, eles trazem uma série de informações importantes sobre o conteúdo, mas que dificilmente são encontradas pelos consumidores. “Muitas pessoas contam que leem as bulas dos remédios que tomam quando ficam doentes, mas não leem os rótulos dos alimentos que comem todos os dias”, provocou a nutricionista Daniela Cierro, da Personal Diet, durante a oficina Aprenda a entender os rótulos, realizada pelo Mesa Brasil em agosto no Sesc Osasco.

A jornalista Francine Lima enfatiza a importância desse conhecimento. A partir do lema “Você é o que você sabe sobre o come”, criou o canal Do campo à Mesa. Em vídeos curtos, destrincha a quantidade real de fruta em sucos de caixinha, os corantes presentes nos potinhos de iogurte, a rotulagem obrigatória dos transgênicos, entre outras questões. Buscar informações sobre o que comemos, para ela, é um meio de exercer a cidadania e guiar a escolha de uma alimentação mais saudável. “A forma como os alimentos são produzidos hoje mudou muito e já não somos os produtores da nossa própria comida. Se não somos informados sobre os modos de produção, corremos o risco de estar consumindo alimentos que foram produzidos de formas com as quais não concordamos”, afirma. 

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(Oficina “Entra ou não entra no carrinho”, realizada por Francine Lima no Sesc Campinas)

Mas não é à toa que a maioria das pessoas sente dificuldades em decifrar os rótulos. Muitas vezes colocados em letras miúdas e em termos técnicos, as informações se perdem em meio às imagens e apelos publicitários da embalagem. Por isso é preciso treinar o olhar e saber o que procurar. Os rótulos no Brasil são regulados pela Anvisa e algumas informações são obrigatórias:

  1. Ingredientes: todos os ingredientes que compõem o alimento devem estar listados, em ordem decrescente em relação à quantidade. Ou seja: o ingrediente presente em maior quantidade é o primeiro da lista. Fique alerta para alimentos cujo primeiro ingrediente da lista é açúcar ou gordura, por exemplo. Atenção também para a presença de muitos aditivos como corantes, aromatizantes, estabilizantes, conservantes etc.
  2. Origem: indica de onde vem o produto, quem o produz.
  3. Prazo de validade: em alimentos com menos de 3 meses de validade, o prazo deve exibir dia, mês e ano. Para os com validade mais longa, a validade pode conter apenas mês e ano.
  4. Conteúdo líquido: mostra a quantidade total do produto, descontado o peso da embalagem.
  5. Lote: garante a rastreabilidade do alimento.
  6. Informação nutricional: traz a quantidade de energia e nutrientes presentes no alimento. Confira a que se referem os termos presentes na tabela:

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Fonte: Anvisa 

O porcentual de valores diários (%VD) pode auxiliar a entender a quantidade ideal para consumo de cada elemento. “É fundamental que o consumo de carboidratos, proteínas e gorduras seja equilibrado. O sódio, as gorduras trans, e as gorduras saturadas devem ser consumidos em menor quantidade, enquanto as fibras, em maior quantidade”, explica a nutricionista Daniela Cierro. A Anvisa estimula a indústria a indicar a quantidade de colesterol nos alimentos – substância presente em alimentos de origem animal que deve ser consumida com moderação. A presença de outras substâncias em expressões como “fonte de vitaminas”, ou “rico ferro” é regulada pela RDC 54/2012, que dispõe o Regulamento Técnico sobre Informação Nutricional Complementar. 


Decifra-me ou te devoro

Mas calcular as quantidades de nutrientes de um alimento não basta. É preciso decifrar as pegadinhas presentes nas embalagens. Por exemplo: é comum encontrar alimentos com “sabor de morango”, imagens de morangos no rótulo, mas sem nenhum morango em sua composição.  “Quando o rótulo diz ‘sabor’, ele quer dizer ‘aromatizante’. Certamente não é isso que o consumidor pensa quando lê essa palavra. A falha da rotulagem nesse aspecto é não falar a língua do consumidor”, diz Francine Lima. Para ela, é necessário reformular a lógica da rotulagem, usando termos e recursos visuais de fácil interpretação pela maioria da população. É o que ela mostra no vídeo “Queremos rótulos mais criativos!”:

 

Atualmente novas propostas para a rotulagem nutricional estão em discussão pelo Grupo de Trabalho sobre Rotulagem Nutricional da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O objetivo é melhorar as informações expressas nos rótulos dos alimentos, facilitando a compreensão dos consumidores. As normas devem ser apresentadas ao Mercosul, âmbito no qual a regulamentação brasileira está harmonizada. O grupo é formado por representantes da sociedade civil, organizações como o Conselho Federal de Nutrição, universidades e órgãos de defesa do consumidor.

 

O certo e o errado na cozinha

Separar os alimentos crus dos cozidos, manter a cozinha limpa e os alimentos a temperaturas seguras, usar sempre água potável e matéria-prima de qualidade parecem orientações de boas práticas muito óbvias. Porém, na rotina de uma instituição que trabalha com refeições para dezenas de pessoas, reforçar essas atitudes nunca é demais.

Em agosto, o Mesa Brasil trouxe ao Sesc Piracicaba a nutricionista Daniela Cierro para falar sobre a responsabilidade dos profissionais da cozinha em relação à qualidade do alimento que irão servir. Participaram do encontro cerca de  60  manipuladores de alimentos de 44 instituições assistidas pelo programa nas cidades de Piracicaba, Limeira, Charqueada, São Pedro e Iracemápolis.

Entre as dinâmicas feitas, o modo correto de higienizar as mãos; os tipos de utensílios que devem ser utilizados ou não na cozinha; e a disposição dos alimentos na geladeira. Para Bruno e Leonardo, da Caphiv – Centro de Apoio aos Portadores do Vírus HIV, os treinamentos são esclarecedores. “Conseguimos levar aos demais funcionários as orientações que obtemos nesses encontros aqui no Sesc. Esse tema, sobretudo, serve não somente para o nosso trabalho, mas para colocar em prática na nossa casa também”.

Para Daniela, os participantes demonstraram segurança nas respostas. “Foi realmente uma troca de experiência e uma aula para reforçar positivamente o comportamento, atitudes e a responsabilidade que eles têm ao cozinhar para o outro. O mais importante estava nos olhos de cada um: o empenho e amor pelo que fazem”, conclui.

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Santo André promove Bola no Mesa

Uma manhã inteira de futsal, integração e diversão: assim foi o festival Bola no Mesa, realizado no Sesc Santo André no dia 9 de agosto. O evento, que acontece em diversas unidades do Mesa Brasil do estado, tem como objetivo proporcionar lazer, integração e incentivo à prática de atividade física aos funcionários das empresas parceiras do programa.

Cerca de 70 participantes das empresas Fhom – Maxi Fritas, Coop Joaquim Nabuco, Coop Café Filho e Coop Ribeirão Pires se revezaram em 14 partidas, acompanhadas por familiares e frequentadores da unidade. 

Que tal cozinhar com seu filho?

Podemos passar momentos divertidos com o filho e estimulá-lo a estar em contato com os alimentos, o que o animará a prová-los e consumi-los.

Ensinar a cozinhar é um bom caminho para formar hábitos alimentares mais saudáveis. A participação aguça os sentidos e incentiva crianças a comerem o que acabaram de cozinhar.

Mesa Brasil Sesc Santos

Seu filho sabe o que come?

Ir à feira com as crianças pode ensiná-las a identificar os alimentos, estimulando-as a se encantarem com as infinitas cores de frutas, verduras e legumes. Assim, podem escolher alguns deles para serem preparados em casa e experimentados com a família.

Conhecer os alimentos, dar valor ao que se come, desbravar novos sabores e ensinar a não desperdiçar. Tudo isso faz parte das ações desenvolvidas pelo Programa Mesa Brasil Sesc Santos.

Mesa Brasil Sesc Santos

Por meio das oficinas de culinárias, realizadas no Sesc Santos nos meses de férias escolares e no mês de outubro, crianças de 7 a 12 anos entram em contato com o ato de cozinhar.

O paladar se treina, por isso é importante deixar o máximo de possibilidades para que as crianças experimentem de tudo e façam escolhas mais saudáveis.

Alimente esta ideia!

Mesa Brasil Sesc Santos

Conhecer e saborear para poder valorizar

Você já provou os sabores da Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal? O projeto Sabores do Brasil, que integra a programação do Sesc Santo André, traz oficinas gratuitas mensais, até dezembro, cada uma dedicada a um dos seis biomas brasileiros. Além de apresentar suas particularidades e diversidades, as oficinas comandadas pela nutricionista Rosana Freire e pelo chef Robert Falck terão em todas as edições a preparação e degustação de duas receitas – uma doce e uma salgada.

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A primeira oficina, realizada em julho, abordou a Amazônia e suas tradições, lendas, rios e matas. De todas as cozinhas do país, a amazônica é a que mais conservou a herança indígena: “É uma cozinha original brasileira. Lá, ainda se come muito do que o índio comia”, explica Rosana Freire. A mandioca e suas inúmeras variações – da farinha, ainda preparada do modo artesanal, ao beiju-, os grandes peixes de água doce, as frutas e ervas da floresta formam a base da alimentação, que também recebeu influências europeias, em especial de Portugal.

A receita salgada escolhida para a oficina, o Pirarucu de Casaca é um exemplo dessa mescla entre a tradição indígena e o toque português. Nativo da bacia amazônica, o pirarucu é um dos maiores peixes de água doce, chegando a pesar até 200 kg quando adulto. Por isso, é comum que sua carne seja salgada para facilitar o armazenamento e o consumo – o que lhe rendeu o apelido de “bacalhau brasileiro”.

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O chef Robert Falck mostrou o passo a passo para o prato (confira aqui a receita completa), que leva o peixe frito, banana da terra, farinha d’água, batata palha, pimenta de cheiro. Entre suas dicas para o preparo, estão: evitar o choque térmico durante o dessalgue (que deve ser feito sempre em geladeira, e utilizando a água igualmente gelada para as trocas) e usar a banana “de vez”, ou seja, um pouco antes de estar totalmente madura. De alto custo na região sudeste, o pirarucu pode ser substituído por partes menos nobres do bacalhau ou por outros peixes grandes de água doce.

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Em seguida, o chef preparou a Torteleta de cupuaçu (veja a receita aqui), um fruto de sabor forte, muito consumido na região norte. Feita com a polpa da fruta, queijo e leite condensado, a receita trouxe uma rica combinação de sabores: doce, salgado e azedo.

Depois de aprender o passo a passo das preparações, o público experimentou os dois pratos. Muitos tiveram na oficina a oportunidade de ver alimentos e provar sabores diferentes pela primeira vez.

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O hábito alimentar pode ser considerado uma marca de diferenças e semelhanças entre as culturas dos povos e é transmitido/aprendido nos núcleos familiares e nas comunidades. Rica em diversidade e sabor, a comida brasileira é uma mistura de ingredientes europeus, dos povos indígenas e africanos com combinações das culturas locais de diversas regiões do país, sendo uma das mais desejadas comidas do mundo.

Com o projeto Sabores do Brasil, a proposta é elevar o sabor, no sentido mais amplo da palavra, com receitas que trazem ingredientes como pirarucu, cupuaçu, carne de cabrito, arroz vermelho, caju, jabuticaba entre outros elementos que compõem a rica diversidade de sabores brasileiros.

Confira a agenda das oficinas do Sabores do Brasil:

– 12/08: Oficina 2 – Cerrado

– 09/09: Oficina 3 – Mata Atlântica

– 07/10: Oficina 4 – Caatinga

– 11/11: Oficina 5 – Pampa

– 9/12: Oficina 6 – Pantanal

As incrições para as atividades são gratuitas e devem ser feitas na Central de Atendimento do Sesc Santo André. Metade das vagas é reservada a representantes das instituições sociais atendidas pelo Mesa Brasil. 

 

Conheça os profissionais:

Chef Robert Falck, hoteleiro com especialização em Gestão de Negócios em Hotelaria. Professor dos cursos de Nutrição e Tecnólogo em Gastronomia do Centro Universitário São Camilo e de Pós-Graduação em Nutrição Clínica na UNIRP. Consultor e assessor em planejamento e organização de operações em restaurantes comerciais.

Drª Rosana Freire, nutricionista com especializações em Administração de Unidade de Alimentação e Nutrição, em Gestão de Negócios, Hotelaria, Padrões Gastronômicos. Mestre em Administração de Empresas. Professora do Curso de Graduação em Nutrição do Centro Universitário São Camilo e de Pós-Graduação do ImeN.

(Fotos: Cris Komesu)

Captação de Recursos para organizações sociais

“Como você se define como terceiro setor?” – foi o questionamento da socióloga e doutora em Serviço Social, Políticas Sociais e Movimentos Sociais, Márcia Moussallem, ao iniciar a palestra sobre Captação de recursos para instituições sociais, no último dia 17, no Sesc Itaquera. No auditório, estavam reunidos cerca de 80 gestores e coordenadores de organizações cadastradas no programa Mesa Brasil atendidas pela unidade.

“Nem parte do governo, nem empresa lucrativa” – com as contribuições dos participantes, Márcia foi construindo uma definição coletiva. Como referência, trouxe a classificação da Metodologia da ONU para as Organizações não lucrativas:

“É constituído por Organizações que partem de iniciativas privadas mas, que tem uma finalidade pública, e que por lei ou costume não distribuem qualquer excedente que possa ser gerado, para seus donos ou controladores, são institucionalmente separadas do governo, auto-geridas e não-compulsórias”.

A partir da definição, os participantes pensaram também sobre o papel de suas organizações na sociedade. Para Márcia, o terceiro setor deve se posicionar como um ator estratégico no desenvolvimento social e econômico, na defesa dos direitos humanos e na articulação de políticas públicas, realizando uma gestão compartilhada com o Estado e as empresas do mercado.

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Captação

A palestrante aponta para o rompimento com o velho paradigma da captação de recursos: improvisada, impulsiva, com resultados rápidos e instantâneos. Um exemplo são as pessoas que abordam passantes na rua, pedindo “ajuda” para a organização.

No novo paradigma, a captação é um processo que envolve toda a gestão, com uma visão da instituição como um todo.  É um processo lógico, envolve planejamento, execução, controle e avaliação. Por isso, exige postura profissional e capacitação contínua.

Entre os pontos estratégicos abordados estão:

– Levantamento de possíveis fontes de financiamento: quais são, onde estão, como chegar a elas? – depois, formar uma base de dados com os contatos, que deve ser partilhada com a equipe de gestão da organização;

– Diversificação das fontes de recursos: governo, empresas privadas, redes de associações e movimentos sociais e geração de renda própria, com eventos e venda de produtos, por exemplo.

– Preparar um plano de comunicação para atingir os diversos públicos, em diferentes situações: divulgação da organização, cartas de agradecimento, relacionamento com doadores, etc.

– profissionalização e capacitação do captador de recursos: preferencialmente alguém dentro da instituição, que tenha o perfil adequado para a função – que seja paciente e saiba lidar com pessoas.

 

Em resumo, Márcia define a captação de recursos como:

 “A pessoa certa

solicitando ao potencial doador correto

a quantia exata

para o projeto/programa adequado

no momento chave

da forma correta”

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Para Denise Meira, coordenadora do Mesa em Itaquera, o objetivo de atividades como essa é oferecer instrumentos às organizações atendidas, para que se tornem autossustentáveis. “Queremos que as instituições recebam além do alimento. Acreditamos que a ação educativa é que vai realmente transformar a realidade de cada uma. Quem sabe um dia elas não vão mais precisar do Mesa?” 

 

Algumas fontes indicadas para mais informações sobre o assunto:

– Observatório do Terceiro Setor

Associação Brasileira de Captadores de Recursos

 

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 “Foi uma oportunidade para sairmos do lugar do dia a dia, para pensar estrategicamente. É só ver como a sala está cheia para perceber como este assunto traz o interesse e como é importante olhar com carinho para o papel do gestor dentro das associações.”
– Adriana Aparecida Romão, coordenadora administrativa do Centro Social Nossa Sra. do Bom Parto. 

Mesa Brasil recebe Moção de Aplausos em Piracicaba

Os dez anos de atuação e implantação do Programa Mesa Brasil no Sesc Piracicaba foram homenageados em Moção de Aplausos no mês de junho durante solenidade na Câmara de Vereadores de Piracicaba. A iniciativa do vereador Pedro Kawai foi entregue ao gerente da Unidade local, Fabio José Rodrigues Lopes, e à gerente representante da administração regional do Sesc SP, Maria Odete Salles. Na ocasião foi exibido o vídeo institucional do Mesa Brasil que explica como o programa funciona desde a coleta até a distribuição dos alimentos às instituições.

‘É com sentimento de gratidão que reconhecemos essa homenagem e o Mesa Brasil só funciona porque existe uma rede de solidariedade e generosidade’, agradeceu o gerente Fábio Lopes. O vereador Pedro Kawai ressaltou que ‘o Mesa Brasil mostra que o Sesc vai além de ser uma piscina e um palco para shows, mas pensa de maneira muito profunda as necessidades da população”.

Durante todo o ano de 2014, o Mesa Brasil no Sesc Piracicaba arrecadou e entregou cerca de 320 mil kg de alimentos. E de janeiro a maio de 2015, já atingiram cerca de 180 mil kg.Esses números são possíveis devido à existência de uma rede de instituições doadoras, receptoras e de pessoas preocupadas com uma parcela da população sem condições de obter alimentação rica não só em nutrientes, mas também em dignidade. O programa em Piracicaba possui no cadastro atual 70 empresas doadoras de alimentos excedentes – próprios para consumo ou sem valor comercial. A equipe de Piracicaba, formada por sete pessoas entre nutricionista, auxiliares, motoristas e ajudantes, faz a coleta e seleção dos produtos doados mediante controle de qualidade e distribui, mensalmente, alimentos como frutas, legumes, verduras, entre outros, para cerca de 10 mil pessoas de 46 instituições beneficiadas nas cidades de Piracicaba, Charqueada, Limeira, São Pedro e Iracemápolis, a mais recente.

O Mesa Brasil está presente em 13 unidades do Sesc em São Paulo. Na capital e Grande São Paulo, nas unidades: Carmo, Itaquera, Interlagos, Santo André, Osasco. E no interior e litoral, nas unidades: Santos, Bauru, Piracicaba, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Taubaté, Campinas e Ribeirão Preto.

Assista a entrega na íntegra neste link

Sabor de fruta fresca

De uma vez, o galpão cinzento se fez colorido, amarelo vivo: eram 37 toneladas de melão chegando ao CECAM (Centro de Captação e Armazenagem Mesa Brasil).

Apesar de perfeitamente próprios para o consumo, os melões não tinham a aparência necessária para a comercialização com os critérios da marca. Por isso foram destinados pela Itaueira à doação. Parceira do Mesa desde 2014, a empresa reafirma sua preocupação social: “É extremamente importante para a indústria de produtos frescos perceber que uma parcela considerável dos produtos que não possuem valor para o comércio são de extrema importância para os menos afortunados. A responsabilidade social se torna, cada vez mais, uma obrigação da empresa que compreende o que pode fazer pela comunidade, principalmente em casos como esse, onde o esforço é mínimo e o benefício tão grande”, diz José Roberto Prado, Diretor Comercial da Itaueira.

Após passarem por uma triagem no CECAM, os melões foram rapidamente distribuídos entre 9 unidades do Mesa: Carmo, Interlagos, Itaquera, Osasco, Santo André, Rio Preto, Santos, Campinas e São José dos Campos. De cada uma, chegaram a dezenas de instituições cadastradas no programa, complementando refeições com sabor de fruta fresquinha.

Acompanhe o nosso registro fotográfico:

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Equipe do Mesa realiza a triagem das frutas.

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Melões separados para a distribuição entre as unidades do Mesa. 

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Unidade de Rio Preto faz a entrega dos alimentos. 

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Entrega na instituição Santa Tereza, em São Paulo.